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EcoVinePanel: economia circular, da vinha ao painel

Folhas de videira em primeiro plano e a torre de pedra da Quinta da Alameda ao fundo, no Dão.

EcoVinePanel

COMPETE 2030

outubro

2026

O Dão guarda uma colheita valiosa após cada vindima. E esta não está relacionada com o vinho, mas antes com a polpa, grainhas, engaços e películas que ficam para trás. De acordo com o COMPETE 2030, tal colheita esquecida perfez cerca de 4650 toneladas de resíduos sólidos só no ano de 2024.

Ora, nós conhecemos de perto esta matéria e o seu amplo valor: desde logo, a nossa fábrica em Nelas está situada no âmago da região vitivinícola do Dão. Além disso, a Movecho possui uma relação umbilical com a Quinta da Alameda, um produtor de referência nesta região de grande tradição enológica. Por fim, sabemos que estes resíduos podem ser transformados em algo de verdadeiramente útil para a indústria do mobiliário e áreas anexas.

Dada a nossa procura constante pela inovação, decidimos assim promover um projeto de economia circular e de investigação industrial que aproveitasse as colheitas esquecidas: o EcoVinePanel.

Além da Quinta da Alameda, juntam-se ao projeto a Universidade Politécnica de Viseu e a ARCP CoLAB (a Associação Rede de Competência em Polímeros, um Laboratório Colaborativo reconhecido pela FCT que liga o meio académico à indústria no setor dos polímeros e materiais sustentáveis).

Com ligantes de base natural, o objetivo passa por transformar os subprodutos da vinha em painéis compósitos ecológicos.

Da vinha aos primeiros painéis compósitos

A matéria-prima chega das vinhas da Alameda. A esta junta-se depois um recurso endógeno da Movecho: os resíduos da nossa própria produção. Mas os ligantes também nascerão da região, já que serão adesivos de base natural feitos de resíduos agroflorestais locais.

O que a ciência já nos mostrou

O caminho começou antes do projeto. Em 2024, investigadores da ARCP CoLAB, da Universidade do Porto e do então Politécnico de Viseu publicaram na revista Frontiers in Food Science and Technology um estudo sobre painéis compostos apenas de engaço e de madeira de videira. O adesivo também saiu do engaço: se antes este ligava as uvas à vinha, agora passaria a ligar a estrutura interna dos novos painéis. Segundo os autores, terá sido o primeiro painel feito inteiramente de subprodutos do vinho.

A Movecho e a Quinta da Alameda forneceram a matéria-prima. Da nossa parte veio também apoio técnico. Os resultados iniciais mostraram o potencial, mas também a distância que nos faltava percorrer: nesta fase, os painéis ainda não cumpriam todos os requisitos da norma europeia.

Para onde ruma este projeto

O EcoVinePanel destina-se ao shopfitting, ao mobiliário e às embalagens sustentáveis. Um dos exemplos previstos são as caixas de vinho feitas com os resíduos do próprio vinho. Espera-se agora implementar uma produção mais circular e desenvolver ligantes naturais consentâneos com as exigências atuais do design e da arquitetura. Espera-se também um compósito com carácter próprio na função e na estética.

Em 1989, a Movecho teve a sua génese com mobiliário em MDF lacado (então um painel inovador). Com o EcoVinePanel, os novos painéis serão a continuação natural e orgânica da nossa sempre vanguardista tradição.

Projeto cofinanciado pela União Europeia através do COMPETE 2030.

Logótipos do COMPETE 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia: cofinanciado pela União Europeia.

Conhecer o EcoVinePanel no COMPETE 2030

Ler o estudo de 2024 na Frontiers (em inglês)